semanárioOSM 279
17/11/2015-23/11/2015
Mapeamento
Colin Smale pergunta em lista de e-mail se coordenadas do what3words deveriam ser incluídas no OpenStreetMap. O W3W é um sistema proprietário e com patente pendente, que atribui três palavras a cada quadrado de 3x3 metros. A pessoa pode escolher suas três palavras para uma dada coordenada, se pagar por isso. E essas três palavras somente poderão ser traduzidas na coordenada caso se use a API non-free do serviço. A discussão tendeu para a rejeição desses dados no OSM.
O usuário g4rp pergunta como mapear um correio dentro de um supermercado Migros, na China. Em alguns casos, a pequena agência tem só uma mesa e um computador para auto-serviço; em outros, também existe um operador.
Existem boas práticas a serem seguidas quando se comenta conjuntos de alterações. Na OSM-talk, Frederik Ramm opina que o uso de hashtags não deveria ser estimulado. Segundo ele, “não estamos no Twitter” e tais marcações provavelmente não estão sendo indexadas de modo relevante ao projeto OpenStreetMap.
NicEd escreve sobre como ele lida com etiquetação incorreta para auto-estradas na África.
iD 1.8.0 trouxe várias correções de bug, melhorias e novos presets.
Durante a última semana a lista tagging tem falado um bocado sobre as etiquetas
traffic_calming=*.“Turbo Roundabouts” são rotatórias nas quais, mesmo dentro delas, o motorista permanece na faixa em que vinha. Em teoria, diminuem as chances de acidente. Isso é novo na Holanda, e o usuário AdVerburg pergunta no fórum holandês como mapeá-las. Na Inglaterra existe uma em Bedford, mas não agrada a todos.
Comunidade
Michał Brzozowski indaga na OSM-talk quais seriam os motivos para tão poucos iniciantes responderem a comentários em changesets; e uma longa discussão inicia-se.
O usuário 51114u9 criou um script de Greasemonkey que aplica um tema escuro ao OpenStreetMap.org.
A comunidade belga pergunta-se por que apenas 73% das estradas da Bélgica estão no mapa enquanto os países vizinhos já mapearam todas as estradas.
Novembro de 2015 tem mais um mapeador em destaque: Dave Swarthout. Digamos que ele representa Estados Unidos e Tailândia…
jinalfoflia, da Mapbox, está blogando sobre a festa de mapeamento que acontece em Bangalore, Índia, durante a OSMgeoweek.
Mapbox compara a cobertura de estradas do OSM com aquela que é declarada no The World Factbook, publicação anual da CIA. Existe uma tabela de países num gist, mas é mais fácil usar o serviço comparador. O Brasil tem 76% de cobertura.
OpenCage Data Blog publica uma entrevista com Peter Karich, um dos criadores do Graphhopper, um serviço de roteamento que é baseado em dados do OpenStreetMap.
Seria possível atravessar o centro da cidade de Dublin sem passar por um bar? Rory McCann provou que sim. E agora o usuário karussel tem tentado fazer a mesma coisa com o Graphhopper. Sendo que a rota encontrada por ele tem apenas 5,8 Km, inveś de 7,3 Km. Em outro artigo, karussel mostra como calcular uma rota que passa por todos os bares. São aproximadamente 38 Km. Isso o empolgou tanto que ele resolveu divulgar no Hacker News.
Importações
Elliot Plack encontrou uma importação edificações no Condado de Montgomery, no Estado americano de Maryland, e inicia discussão na lista Imports-us.
Jonah Adkins gostaria de importar dados GIS oficiais para edificações da Cidade de Suffolk, na Virginia (EUA). Para isso criou um projeto no GitHub e uma página no wiki.
O weeklyOSM já falou (ao menos em inglês) da importação de ruas na Tanzânia. Acompanhar o Hackpad possibilita saber bem mais sobre o que planeja-se para ela.
Fundação OpenStreetMap
Nicolas Chavent alerta na OSMF-talk que membros do HOT americano podem chegar a formar uma “perigosa” maioria absoluta no Conselho da OSMF. Ele teceu comentários também no diário.
Uma Resolução Especial da Assembleia Geral Ordinária deste ano faz permitir que o Conselho da OSMF defina taxas para seus membros corporativos. Como nem todos estão felizes com isso, há uma longa discussão de prós e contras.
Eventos
Durante a OSMGeoweek a comunidade mexicana fez suas melhorias no OSM. (via @OpenStreetMapMX)
O desafio #MapillaryWalk encoraja as pessoas a capturar e compartilhar suas caminhadas favoritas. Está aberto de 20 a 30 de novembro de 2015. Entre 1 e 6 de dezembro haverá votação. O ganhador leva um “kit do andarilho”: suporte peitoral, fone de ouvido, camisa e pau de selfie.
O evento do Missing Maps que aconteceu semana passada em Groninga, ao norte dos Países Baixos, tem vídeo no Youtube e time-lapse no Twitter.
Em Zagreb, capital da Croácia, foi realizado evento de mapeamento para a OSMgeoweek.
OSM Humanitário
Universidade Estadual de São Francisco realiza mapatona durante OSMGeoweek.
Sophie Lafayett escreve sobre o mapeamento de drenagem que tem sido realizado em Dar Es Salaam, e o porquê dele ser importante.
Pascal Neis criticou as atividades de mapeamento da OSMGeoWeek. Foram 28 mil novas edificações, mas apenas 650 highways. Ele acredita que existe coisa mais importante do que edificação.
Mapas
- O renderizador Osmarender, que é mais conhecido devido ao OpenCycleMap, começou a ter arredondamento de curvas em vias. Porém, isso tem provocado efeitos estranhos: às vezes os ângulos ficam abertos demais.
#switch2OSM
- A maior cidade do Vietnã, Ho Chi Minh City, usa Nutiteq para sua app BusMap de transporte público. O aplicativo ajuda os cidadãos com visão geral e em tempo real das 100 linhas de ônibus existentes; são 2000 paradas.
Dados abertos
- O Portal Europeu de Dados [abertos] está disponível em versão beta. São mais de 250 mil registros contemplando 34 países. Há material “evangelizando” o fornecimento e o uso de dados abertos. Por enquanto o site está apenas em inglês, alemão e francês. (via heise.de)
Software
Os desenvolvedores do GNOME estão trabalhando na versão 3.20. Nela está incluída o GNOME Maps, com novos recursos, correções de bug, e novas traduções. Ele suporta Geo URI, possibilitando o usuário “abrir no navegador”, no site do OpenStreetMap, visualização do mapa.
O Grass Gis teve a sua versão 7.0.2 lançada em 19 de novembro de 2015.
O Mapillary 1.59 para Android traz um novo cache de miniaturas e corrige um bug crítico. A empresa pede que todos façam a atualização.
Desenvolvimento
Em 17 de novembro de 2015, foram liberados o libosmium 2.5.3 e o Osmium Tool 1.3.0.
Em 19 de novembro de 2015, foi liberado o OpenLayers 3.11.2.
Thomas Skowron publica um parser de PBF para OpenStreetMap. O Gosmparse, escrito em Go, é capaz de processar um arquivo com download em andamento.
PGRestAPI é mais uma que oferece tiles em vetor. Ela pertence à SpatialDev, de Seattle, sendo código aberto sob licença Apache. Novamente trata-se do onipresente formato de tiles em vetor da Mapbox, mas desta vez fora do PostGIS e com uma biblioteca cliente que é plugin de Leaflet. Sem dúvida, algo mais próximo do que muitas pessoas esperam para fazer uso dos dados do OSM. (via tweet)
Você sabia…
…da visualização de resultados que a equipe Development Seed desenvolveu para a osmgeoweek?
…que já existe um monte de aplicativos baseados em OSM, para o sistema operacional Ubuntu Touch? Um exemplo é o OSMScout, que é baseado no Libosmscout e portanto oferece navegação off-line. Outros desses apps podem ser encontrados caso se busque por “OSM” ou “openstreetmap” no uappexplorer.com.
…que mesmo a “enciclopédia” OpenGeoFiction tem regras sobre o que o usuário pode e não pode fazer lá?!
Outras coisas “geo”
É possível desenhar um “grande círculo” no globo terrestre sem tocar territórios, apenas na água, quase dividindo a Terra ao meio? Se não, qual seria o maior círculo possível? Usando dados do Natural Earth e um pouco de Python, Marcin Ciura achou a resposta. A localização do círculo poderá surpreender você…
Será que um bug (pt) em um software de roteamento poderá tornar uma pequena cidade na Áustria a mais visitada da Europa?! ;-)
Na fronteira entre a Alemanha e os Países Baixos existe uma área que supostamente “é de ninguém”, não pertence a qualquer dos países. Então dois homens “proclamaram” lá o Estado das Maravilhas; na verdade o nome é em alemão: Wunderland.
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