11/06/2026-17/06/2026

[1] Alguns membros do grupo francês de OSM Mapadour (País Basco e sul das Landes)
Comunidade
- Alex Spritze percebeu que o Wikimedia Commons é, provavelmente, uma boa fonte de objetos geográficos que ainda não constam no OpenStreetMap e desenvolveu um fluxo de trabalho para encontrar dados geoespaciais no Commons utilizando a ferramenta PetScan.
- A Rtnf desenvolveu um protótipo de mapa interativo que permite aos utilizadores explorar as rotas dos angkot (táxis partilhados), combinando dados de rotas gerados pelo BRouter com dados geográficos do OpenStreetMap.
- Os bombeiros de Talling, na Alemanha, estão a solicitar explicitamente um logótipo para os desfibrilhadores AED, para que estes possam ser representados no OpenStreetMap. Nos comentários, as pessoas referem o mapa dos desfibrilhadores criado pela comunidade polaca do OpenStreetMap e referem que o OsmAnd e o CoMaps já mostram os desfibrilhadores. O GeoMH também fornece ao recém-chegado uma referência à wiki da comunidade.
- Grant Slater está atualmente a angariar fundos para adquirir as folhas em falta da série completa de mapas topográficos históricos, à escala de 1:50 000 do Zimbábue (antiga Rodésia), produzida pelo Departamento do Agrimensor-Geral e pela Força Aérea do Zimbábue. Assim que as adquirir, irá processar os mapas e disponibilizá-los gratuitamente online, para que investigadores, historiadores, genealogistas, cartógrafos, comunidades locais e qualquer pessoa interessada na história do Zimbábue possa aceder aos mesmos.
- A Internet Archive Europe informou (também partilhado no Mastodon) sobre um workshop realizado em Amesterdão intitulado «Maps Are Infrastructure Too». A publicação salienta a importância do OpenStreetMap como um bem comum do conhecimento e destaca o MapLibre como uma ferramenta fundamental para a soberania digital, argumentando que a infraestrutura cartográfica aberta é essencial para o acesso público e a memória a longo prazo.
Importações
- Kentoseth publicou um tutorial detalhado (também partilhado no Mastodon) sobre como importar em massa dados de endereços para o OpenStreetMap utilizando o JOSM. O guia aborda a preparação de dados utilizando o
OpenAddresses.io, plugins essenciais do JOSM como oconflation, e salienta a importância da validação manual em relação a fontes SIG locais.
Notícias de capítulos locais
- [1] Emmanuel Arrechea relata, na sua entrada no diário, as diversas atividades do grupo francês Mapadour da OSM (País Basco e sul dos Landes). O grupo esteve muito ativo, com mais de 228 000 fotografias Panoramax, apoia projetos europeus de turismo e mobilidade, como o Systour e o Pyrénées4Clima, mantém dados locais sobre saúde e mapeia as árvores urbanas em Bayonne com base em dados abertos.
- A Wikimedia Itália, a secção local italiana da Fundação OpenStreetMap, publicou recentemente ►
um novo serviço de mosaicos com duas camadas, na esperança de que ajude tanto os mapeadores como os utilizadores finais. Pode consultar
►
os Termos de Utilização na wiki deles.
- O Grupo de Trabalho de Formação OSM da FOSSGIS e.V. reuniu-se em Berlim, nos dias 13 e 14 de junho, para aperfeiçoar o seu conceito de formação modular sobre o OpenStreetMap. O grupo centrou-se nos requisitos específicos dos grupos-alvo e nas melhores formas de ensinar os fluxos de trabalho da comunidade e competências práticas de mapeamento.
Eventos
- O State of the Map Colombia 2026 terá lugar como evento presencial nos dias 3 e 4 de julho de 2026, na Faculdade de Ciências Económicas da Universidade Nacional da Colômbia. O programa inclui também uma vertente científica.A propósito, o logótipo do SotM foi desenhado por Mauricio Martínez e retrata o tití-de-cabeça-branca (mono tití cabeciblanco), um primata nativo da Colômbia, cujo rosto está integrado num alfinete de mapa.
Investigação OSM
- Muki Haklay, professor de Ciências da Informação Geográfica no Departamento de Geografia da UCL, e Patrick Weber, antigo aluno da UCL, receberam o prémio «Test of Time» da revista IEEE Pervasive Computing pelo seu artigo de 2008 sobre o OpenStreetMap. O prémio distingue os artigos mais influentes que tiveram um impacto duradouro na computação omnipresente ao longo dos últimos 25 anos. Ao longo dos dezoito anos desde a sua publicação, o projeto OpenStreetMap, lançado na UCL em 2004, evoluiu para uma infraestrutura digital essencial que apoia a investigação, a resposta humanitária, os sistemas de navegação, as cidades inteligentes e inúmeros serviços baseados na localização.
Mapas
- A mgeograficas criou um mapa no uMap que mostra a distribuição dos depósitos sedimentares do período Quaternário (o mais recente) e da era Neoproterozoica (a mais antiga), em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
- Julien Minet explicou as técnicas de generalização cartográfica que utilizou para criar um mapa florestal impresso de alta qualidade, recorrendo ao QGIS e aos dados do OpenStreetMap. O projeto, que ele também partilhou no Mastodon, aborda temas avançados, tais como a orientação dinâmica de símbolos e o deslocamento automatizado de elementos utilizando o PostGIS.
OSM em ação
- El País publicou
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um mapa interativo detalhado que mostra os preços imobiliários em Espanha, rua a rua. Conforme referido por Alan Grant no Mastodon, o projeto utiliza dados do OpenStreetMap para os nomes geográficos (bairros e distritos), embora a atribuição necessária não conste no próprio mapa interativo e seja mencionada apenas na secção de metodologia.
- Longtrails.de é uma nova ferramenta interativa de planeamento para caminhadas de longa distância na Alemanha, Áustria e Suíça. Conforme referido no Mastodon, a plataforma utiliza dados do OpenStreetMap para os seus mapas e pontos de interesse, permitindo aos caminhantes planear etapas com cálculos de distância e desnível, ao mesmo tempo que incentiva as contribuições da comunidade para melhorar os dados.
- O vídeo de Tom Scott intitulado «Por que é que os comboios normalmente não colidem uns com os outros» apresenta um mapa impresso do OpenStreetMap (no minuto 17:19) utilizado para ilustrar a rede ferroviária do Reino Unido. Conforme referido no Mastodon, o vídeo serve como um exemplo positivo de atribuição adequada por parte de um criador de grande visibilidade, incluindo um link para a página de direitos de autor do OSM na descrição.
Dados abertos
- O Museu de História de Dnipro lançou um mapa interativo das ruas da cidade com base nos dados do OpenStreetMap. O recurso, criado no âmbito do projeto ZMINA 2.0 com o apoio financeiro da União Europeia, fornece a história e as explicações de mais de 500 ruas rebaptizadas desde 2014.
Software
- Kai Johnson investiga em que medida a linguagem de consulta Overpass poderia ser implementada utilizando a base de dados QLever.
- O OpenMapEditor foi relançado como MapDraw, um editor web gratuito, de código aberto e com prioridade local para dados geográficos pessoais. A ferramenta permite agora contribuir para o OpenStreetMap diretamente a partir do mapa — adicionando nós (bancos, pontos de água potável, estacionamento para bicicletas e muito mais) e deixando notas. O código-fonte está disponível sob a licença AGPL-3.0.
- OSM MultiToolz (disponível para o Chrome e Firefox) é uma extensão de navegador criada por dp7 concebida para ajudar os colaboradores do OpenStreetMap. Oferece análise avançada de conjuntos de alterações, integração com várias ferramentas de controlo de qualidade (como o OSMCha e o Achavi), uma lista de observação inteligente para monitorizar edições e tradução integrada para comentários em conjuntos de alterações.
- A instância Overpass do VK Maps está novamente disponível para utilização, após ter estado inativa durante vários meses.
- Ian Wagner escreveu no blogue da Stadia Maps que a viabilidade a longo prazo de qualquer projeto de cálculo de percursos para veículos motorizados depende de duas variáveis «invisíveis»: a arquitetura de privacidade de dados e a previsibilidade da faturação.
Programação
- Paco Albacete Chicano informou que o seu projeto no Google Summer of Code se centrará no encaminhamento por áreas no Valhalla. Espera-se que este trabalho permita que os percursos atravessem diretamente áreas como praças públicas, em vez de contorná-las e gerarem percursos ineficientes ou pouco práticos.
- O WindowsCentral informa que as interrupções generalizadas no GitHub, causadas pela IA, obrigaram a Microsoft a formar uma aliança improvável com a Amazon. O GitHub processou mil milhões de commits em 2025 e 14 mil milhões em 2026.
Releases
- A Heise informou que a Murena lançou a versão 4.0 da sua ramificação Android sem serviços do Google, o /e/OS. A atualização inclui o Murena Maps, que utiliza dados do OpenStreetMap.
- Sergey (enzet) lançou a versão 0.16.0 do Röntgen, um conjunto de ícones especializado para o OpenStreetMap. A atualização, também anunciada no Mastodon, adiciona 16 novos ícones solicitados pela comunidade (incluindo várias máquinas de venda automática e elementos ferroviários) e está agora também disponível como um pacote npm.
- O osm2pgsql lançou a versão 2.3.0, introduzindo alterações significativas na expiração das quadrículas, um novo script de teste de estilo e inúmeras melhorias adicionais.
- A versão 2.41.0 do iD editor foi lançada. As principais atualizações incluem o descarregamento automático de dados ao dividir percursos em relações, uma nova representação baseada em marcadores para aterros e desmonte de terrenos e pesquisas melhoradas na Wikidata, que agora apresentam as descrições dos itens.
Sabia que…\Conhece…
- … O OpenCage destacou o seu vasto arquivo de entrevistas com a comunidade do OpenStreetMap, uma série que se mantém em curso desde 2014. Entre as publicações mais recentes contam-se conversas com Omran Najjar sobre o OSM na Síria, com Volker Krause sobre o motor de cálculo de percursos de código aberto Transitous e com Christian Quest sobre a Fundação Panoramax.
- … O uMap dispõe agora da funcionalidade «desenhar ao longo do percurso», e é ótimo para criar percursos que possam ser calculados no OSM?
- … o scy partilhou algumas dicas sobre como personalizar a aparência do mapa no OsmAnd para melhorar a legibilidade e a acessibilidade. As definições, localizadas no menu principal em «Personalizar mapa», permitem aos utilizadores ajustar o contraste e a espessura das linhas, bem como alternar entre diferentes estilos de mapa.
Outras coisas “geo”
- Revista Pesquisa FAPESP explora como a cartografia participativa e social está a ser utilizada como ferramenta para a defesa de direitos e reivindicações territoriais. O artigo destaca projetos como a autodemarcação do povo Borari e a utilização do OpenStreetMap para mapear serviços nas favelas, desafiando as narrativas oficiais do Estado (via Nosolosig).
- O canal do YouTube Veritasium publicou um vídeo intitulado «O Google Maps é excessivamente rápido. Deixem-me explicar», que explora os algoritmos complexos por trás do cálculo de percursos e da navegação modernos. Conforme referido por Eugene Alvin Villar no Mastodon, o vídeo apresenta visualizações impressionantes e recorre amplamente aos dados do OpenStreetMap, cujos créditos são explicitamente mencionados na descrição do vídeo.
Próximos eventos
Nota: Se pretender ver o seu evento aqui, por favor OSM Kalender coloque-o no calendário. Só dados lá colocados aparecerão no weeklyOSM.
Este semanárioOSM foi produzido por Elizabete, MatthiasMatthias, NunoMASAzevedo, Strubbl, Andrew Davidson, derFred.